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Prefeitura de Cuiabá substituirá todos os pontos de ônibus com falhas estruturais

As trocas são fruto de parceria entre a gestão e a inciativa privada e foram viabilizadas recentemente após mapeamento da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob)

Partindo para a fase de execução, o projeto “Adote um Ponto”, da Prefeitura de Cuiabá, substituirá todos os 400 pontos de ônibus que apresentam problemas estruturais na Capital. Em cerca de 60 dias, os cidadãos já terão acesso às 40 primeiras novas paradas, das quais 15 serão construídas a partir do reaproveitamento de contêineres. As trocas são fruto de parceria entre a gestão e a inciativa privada e foram viabilizadas recentemente após mapeamento da Secretaria de Mobilidade Urbana (Semob).

De acordo com a secretária adjunta da Pasta, Luciana Zamproni, o prefeito, Emanuel Pinheiro, priorizou dois modelos distintos para serem implantados. O primeiro segue os parâmetros adotados pela construção em frente ao Pantanal Shopping, na Avenida Historiador Rubens de Mendonça (do CPA). No local, a armação de contêiner conta com placas solares, pontos de USB, minibiblioteca, jardim suspenso e isolamento térmico.

Ao todo 70 estruturas desse tipo serão distribuídas pelos principais corredores da cidade, além da área central. “A outra planta é a que chamamos de ‘Alencastrinho’, porque se inspira no projeto de ponto da Praça da Alencastro, mas é mais simples. Hoje já temos uma assim atrás da Catedral, no Centro”, explica. Na primeira etapa, outras 25 destas serão construídas. Assim, até abril de 2019, pelo menos 100 unidades já terão sido trocadas.

Zamproni reforça que este trabalho vem sendo realizado e que em vias como a Barão de Melgaço e nas proximidades da Praça Popular já é possível observar os novos pontos. Parte deles foi adquirida pelas empresas de ônibus que atuam na Capital. “Cada uma delas tem obrigação legal de fornecer 25 novos pontos ao município todos os anos. Contudo, esta lei já é antiga e não supre mais as demandas da população, por isso a realização de parceria com a inciativa privada é importante”, diz a adjunta.

O problema, segundo o diretor de Transportes, Nicolau Budib, é antigo. “Não é uma questão dessa gestão. A cidade enfrenta isso há pelo menos 20 anos e temos conseguido melhorar coisas que não tinham sido privilegiadas antes”.

Cuiabá conta atualmente com 2.500 pontos de ônibus, divididos entre abrigos e placas de indicação de parada dos coletivos. Budib afirma que em grande parte das localidades onde estão instaladas as placas, não existe possibilidade de implantação das estruturas exigidas pelos abrigos.

“Isso decorre de fatores como a falta de espaço nas calçadas ou o calçamento das mesmas. Para a implantação de um ponto novo, são realizados vários estudos, inclusive de acessibilidade. Caso haja desconformidade entre as medidas de um ponto e de uma calçada, por exemplo, o Ministério Público nos cobrará posteriormente”, conta.

 

Conceito inovador

Por meio de um minucioso trabalho de restauração, as estruturas metálicas, que antes seriam descartadas, ganham uma nova finalidade com a garantia de pelo menos mais 15 anos de vida útil. O inovador conceito conta ainda com espaço para idosos, cadeirantes, gestantes e obesos, com rampa de acesso nas normas exigidas, e também com a presença de jardins suspensos, que serão cobertos por plantas ornamentais.

Para serem transformados em abrigos, os contêineres, que antes seriam descartados, passam por um intenso processo de restauração de suas estruturas, incluindo pintura, plotagem e a instalação de um jardim suspenso com plantas ornamentais, que ajudam no isolamento térmico e deixam ainda a cidade um pouco mais verde.

Após reformadas, as estruturas têm garantia de pelo menos mais 15 anos de vida útil. Com acessibilidade planejada e conforto, o espaço ainda conta com painéis de LED com informações atualizadas dos ônibus que utilizam aquele ponto de parada.

 

Parceria com iniciativa privada

Todos os pontos serão construídos por meio do processo de chamamento público, no qual a iniciativa privada é incentivada a aderir à política denominada “Adote Um Abrigo”. Com essa dinâmica, empresas conquistam o direito legal de explorar o espaço com o uso de publicidade, à medida que também assumem a responsabilidade de zelar pelo lugar, com as devidas manutenções necessárias.

Zamproni que todo o trâmite é realizado por meio da adesão de empresas a um termo de cooperação, que resulta na construção dos pontos. Com o prazo mínimo de cinco anos para exploração, é possível que esse período seja prolongado conforme a legalidade dos trâmites institucionais.

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