Quem conhece, reconhece. 3

Índice de infestação do Aedes aegypti reduz 44% em um ano na Capital

O Levantamento de Índice Rápido do Aedes aegypti (LIRAa), divulgado quatro vezes por ano para avaliação do risco de transmissão do mosquito transmissor da dengue, zika vírus e chikungunya, mostrou na avaliação de janeiro deste ano, uma redução de 44,6% no Índice de Infestação Predial (IIP) em Cuiabá, se comparado ao mesmo período de 2018.

O combate ao mosquito Aedes aegypti tem sido uma luta constante da Prefeitura de Cuiabá. Um dos instrumentos utilizados pela Secretaria Municipal de Saúde, por meio da Coordenação da Vigilância em Zoonoses, para a avaliação do risco de transmissão do mosquito, é o LIRAa.

O primeiro LIRAa de 2019 foi realizado no período de 7 a 11 de janeiro, no qual foram inspecionados 11,1 mil imóveis agrupados em 26 estratos (cada estrato corresponde a 12 mil imóveis), de acordo com as normas do Ministério da Saúde. Os números do LIRAa neste começo de ano apontam uma situação de alto risco para transmissão e epidemia de dengue, zika vírus e chikungunya.

O Índice de Infestação Predial (IIP) do município teve variações de 2,2 a 14,6. Na pesquisa, 15,4% dos estratos estão em situação de alto risco (8,0 a 15,9), 61,6% em risco (4,0 a 7,9) e 23 % em alerta (1,0 a 3,99), segundo categorização estabelecida pelo Ministério da Saúde.

Ao comparar os resultados de 2019 com os do mesmo período em 2018, pode-se observar uma redução de 44,6% no IIP geral do Município. “Foram registrados índices de risco nos mesmos estratos do ano passado, o que significa a possibilidade de transmissão das doenças relacionadas ao vetor Aedes aegypti, como a doença do Chikungunya, cujas sequelas comprometem a qualidade de vida do paciente e geram um forte impacto nas relações trabalhistas”, explica Moema Blatt, gestora do Centro de Informações Estratégicas de Vigilância em Saúde – CIEVS.

Ainda de acordo com a pesquisa, os bairros que apresentam alto índice de infestação (IIP de 8,0 a 15,9) são 1º de Março, Altos da Glória, Nova Canaã I, Jd. Umuarama, Pedra 90 I, Pedra 90 II, Voluntários da Pátria, Jd. Gramado, Parque Atalaia, Novo Terceiro e Santa Isabel.

A situação das doenças causadas pelo Aedes aegypti é registrada semanalmente no Boletim DCZ, encaminhado pela Diretoria de Vigilância em Saúde (DIVISA) aos setores relacionados ao combate do mosquito e prevenção e atendimento aos pacientes vítimas deste vetor.

Em relação ao cenário nacional, a gestora adverte que alertas têm sido emitidos sobre a recirculação do sorotipo DENV2, nos quais destacam-se os estados de São Paulo, Mato Grosso do Sul, Rio de Janeiro, Goiás, Paraná e Santa Catarina, que constituem destinos turísticos na estação das férias escolares. “Este sorotipo produz quadros mais graves e de alta letalidade e pela lacuna temporal desde o último registro de casos pelo DENV2, em 2009, temos uma população não imune e, portanto, susceptível a adquirir a doença”, revela Moema.

 

10 Minutos Contra o Aedes

Uma das estratégias que a Vigilância de Zoonoses propõe para o combate ao mosquito é que a população realize a limpeza de criadouros, em casa e no trabalho, ação que leva apenas 10 minutos por semana. “Agindo uma vez por semana a população interfere no desenvolvimento do vetor, cujo ciclo de vida da postura do ovo ao adulto, leva de 7 a 10 dias”, ensina Alessandra Carvalho, coordenadora da Vigilância de Zoonoses.

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