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NO DIA MUNDIAL DA ÁGUA – Wellington defende navegação e teme “leis aprovadas na pressão”

“Tudo que é abandonado é mais depredado. Uma hidrovia, muito pelo contrário, ao invés de agredir o meio ambiente, pode ser o motivo de preservação dos nossos rios”. A afirmação foi feita nesta sexta-feira, 22, pelo senador Wellington Fagundes (PR-MT), ao participar do debate “Diálogos Hidroviários”, promovido pela Agência de Desenvolvimento Sustentável dos Corredores Logísticos (Adecon), na sede da Confederação Nacional da Agricultura (CNA).

Ao defender a navegação como modal de transporte para o Brasil, Fagundes ressaltou que “além de ser menor impacto ambiental – porque vai ser cuidado – o custo de frete também vai ser menor, garantindo maior competitividade para produtos da pauta de exportações e ainda alimentos mais baratos na mesa do consumidor. Temos grande potencialidade, mas muito pouco aproveitado” – disse o republicano, ao liderar mesa redonda de debates.

Presidente da Frente Parlamentar de Logística de Transportes e Infraestrutura (Frenlogi), Wellington Fagundes ressaltou é preciso “vencer a burocracia” e promover a segurança jurídica para atrair investimentos ao desenvolvimento do modal hidroviário no Brasil. “Qualquer investimento a longo prazo precisa ter a segurança para que o investir seja atraído”, salientou.

Em plenário, Fagundes voltou a alertar para a necessidade de a classe política “adentrar aos esforços” para garantir a segurança das barragens espalhadas pelo país. Membro da CPI do Brumadinho, ele afirmou que medidas preventivas deverão ser adotadas a partir dos trabalhos a serem realizados a partir da próxima semana quando dirigentes e autoridades começarão a ser ouvidas.

“Toda a população brasileira está preocupada com acidentes nas nossas barragens. Mas não só nas barragens de rejeitos minerais, mas também nas barragens hídricas”, assinalou.

No entanto, afirmou ser importante uma boa regulação sobre o assunto. “Leis não podem ser feitas na pressão, na opressão, porque, às vezes, a gente pode avançar demais em limitações que podem prejudicar a comunidade”, ele frisou.

Como exemplo, Fagundes observou o fato de que existem cidades que enfrentam problemas sérios de abastecimento de água e que precisam de uma barragem hídrica. Citou o caso de Cuiabá, onde, após uma grande enchente na década de 70, foi desenvolvido um projeto de engenharia para implantação de uma represa em 70 mil hectares, com atividade múltipla de geração de energia e controle de cheias.

“Cuiabá e a Baixada Cuiabana, por centenas de anos, não terão problema com abastecimento de água –, além do turismo, da piscicultura, da irrigação. Ou seja, um grande exemplo”, relatou.

Sobre a conservação da água, Fagundes disse que o Senado, como um todo, trabalha “para fazer uma legislação que permita um ecossistema, que tenhamos um meio ambiente, principalmente, para as futuras gerações”.

Ele lamentou a situação de Manaus, Capital do Amazonas, cuja cidade “está toda ela cercada de água e que, de repente, tem dificuldade em ter água potável, dado exatamente o esgoto que cai às vezes sem tratamento”.

Também chamou atenção da população para que, em cada comunidade, cada nascente seja preservada. “Isso é um papel individual, coletivo, que pertence a todos os brasileiros. Não adianta só a legislação, mas estamos aqui procurando exatamente aperfeiçoar a legislação”, acrescentou.

 

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