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COLETA SELETIVA – Capital mato-grossense ganha primeira lixeira subterrânea

Atualmente, Cuiabá coleta mais de 500 toneladas de lixo, sendo possível reciclar mais de 200 toneladas ao dia. Porém, a cidade recupera apenas 5% de todo esse material recolhido, o que significa que apenas 25 toneladas são recicladas e que a cidade tem um potencial de crescimento de cerca de 180 toneladas.

“Essa quantidade é muito considerável. Isso é dinheiro que estamos armazenando de forma inadequada. Com a coleta seletiva a gente faz esse tipo de reaproveitamento 100%”, avalia o secretário de Serviços Urbanos, José Roberto Stopa.

Buscando aumentar esse reaproveitamento do lixo reciclável, Cuiabá aderiu as lixeiras subterrâneas. O primeiro conjunto está localizado ao lado da Praça Alencastro, em frente à sede da Prefeitura, no Centro.

A estrutura semienterrada conta com três contêineres, cada um com capacidade de armazenar até 1,2 mil quilos de lixo. Assim, o resíduo reciclável, como papeis e garrafas pets, por exemplo, e orgânico é separado e transportado para locais diferenciados.

“O lixo seco (reciclável) será doado a uma das cooperativas parceiras e o interessante disso é que na hora que a lixeira estiver cheia há um sistema com chip, que se comunicará com a empresa e o caminhão vem e faz a retirada sem qualquer transtorno. A retirada é de acordo com a necessidade e o enchimento das lixeiras”, explicou Stopa. O resíduo úmido é levado para o aterro sanitário.

Além da Praça Alencastro, outros seis conjuntos semelhantes deverão ser instalados no perímetro da Avenida Getúlio Vargas com a Tenente Coronel Duarte, também conhecida como Prainha, e a Mato Grosso.

“Todo esse perímetro será atendido 100% com lixeira subterrânea neste primeiro momento”, afirmou Stopa. “O projeto traz mais limpeza à cidade, gera riqueza porque o lixo selecionado vai ser doado e irá fazer a inclusão social dos catadores. Esse é um projeto revolucionário na coleta de lixo e único em Mato Grosso. É um conjunto de melhorias e de respeito ao cidadão cuiabano”, acrescenta.

Outro diferencial é que devido à grande capacidade, o recipiente subterrâneo exige menos viagens das empresas coletoras dos materiais, o que representa uma boa economia nos gastos de transporte.

Já o cidadão precisa fazer a sua parte separando e selecionando seu resíduo, em casa ou no comércio, para depositá-lo no recipiente de forma adequada. Nos próximos 10 a 15 dias, a secretaria estará monitorando e irá orientar os munícipes da região sobre a coleta seletiva.

Atualmente, de um total de 320 bairros legalizados, apenas 25 contam com coleta seletiva na capital. A intenção da gestão é chegar a pelo menos 40 bairros até o fim deste ano.

“Para isso, educadoras ambientais já fazem um trabalho de conscientização em escola, igrejas e centro comunitários. Há ainda o Ecobus que, além de levar as pessoas para fazer o passeio na cidade, também faz a educação ambiental das pessoas nesses eventos”, disse o diretor de Resíduos Sólidos, Anderson Matos.

Até o fim de 2019, a expectativa é chegar até 100 recipientes subterrâneos. A instalação já está prevista na licitação da prestação de serviço de coleta do lixo feita no fim do ano passado pela administração municipal, que teve como vencedora a empresa Locar.

O contrato prevê ainda a limpeza ou retirada dos resíduos que é jogado indiscriminadamente pela própria população nas ruas e às margens de córregos e que vai parar no Rio Cuiabá.

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