Rebaixado no Estadual deste ano o Primavera eliminou o Bragantino do Pará na primeira fase do torneio nacional e hoje enfrenta o clube de Goiás na segunda fase da competição nacional
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O confronto desta quarta-feira (25), às 15h, no Estádio Antônio Accioly, em Goiânia, coloca frente a frente Atlético Goianiense e Primavera Atlético Clube pela segunda fase da Copa do Brasil 2026. Em jogo único, quem vencer avança; em caso de empate, a decisão será nos pênaltis.
A partida reúne duas equipes em momentos distintos na temporada, mas com o mesmo objetivo: manter viva a caminhada na competição nacional e garantir a premiação milionária da próxima fase.
ATLÉTICO GOIANIENSE: organização e pressão alta como base – O Atlético (GO) tem se mostrado uma equipe que valoriza estrutura compacta e pressão organizada na saída de bola adversária. Diante do Vila Nova, o Dragão exibiu forte presença no setor intermediário, usando a habilidade de seus volantes para controlar a posse e avançar em blocos.
Taticamente, o time se beneficia da experiência do sistema rodado de trabalho de Rafael Lacerda, que costuma trabalhar variações entre um 4-3-3 clássico e um 4-2-3-1 mais controlado quando precisa administrar resultando (com jogadores como Leandro Vilela e Igor Henrique oferecendo equilíbrio entre seriedade defensiva e transição para o ataque).
No plano defensivo, a prioridade rubro-negra é compactar linhas e reduzir espaço nas costas da defesa, forçando o adversário a jogar pelos lados ou a insistir em aproximações curtas que reduzem opções criativas. No ataque, Kevin Ramírez e Léo Jacó representam movimentos rápidos e incursões com amplitude, buscando aproveitar espaços entre linhas adversárias.
PRIMAVERA (MT): transição rápida e abordagem pragmática – O Primavera, por sua vez, tem adotado uma postura mais direta e criativa, fruto do perfil físico e das limitações de elenco enfrentadas pelo clube. A vitória por 2 a 1 sobre o Bragantino revela um time que não teme atacar quando em vantagem, mas que também pode sofrer desgaste ao sair rapidamente para o ataque.
A leitura tática indicada no último jogo mostra que a equipe tende a estruturar-se em um 4-4-2 ou 4-2-3-1 flexível, aproveitando as corridas dos atacantes em transição e buscando a segunda bola em disputas diretas. Jogadores como Tomi (autor de dois gols no jogo anterior) podem ser pivôs de contragolpes — uma ameaça especialmente em saídas rápidas após recuperação de bola.
Se o Primavera mantiver esse padrão, ele terá vantagem se conseguir neutralizar a posse adversária com marcação por zona e linhas compactas à frente da área, forçando o Atlético a recuar e tentar penetrar por zonas laterais. Esse estilo, embora arriscado, pode surpreender em lances rápidos e em bolas paradas.
A classificação na Copa do Brasil além de manter viva a chance de avançar no torneio mais democrático do país, pode representar um reforço financeiro importante para as duas equipes — principalmente para o Primavera, que tem orçamento menor e depende de premiações para equilibrar as contas da temporada. A partida terá transmissão ao vivo pelo SporTV e Premiere. (360 Fatos)




