A febre amarela é uma doença de notificação compulsória e possui dois ciclos de transmissão: silvestre, quando ocorre em áreas rurais e de floresta, e urbano. A vacina está disponibilizada em 23 unidades
Foto: Emanoele Daiane

O vírus é transmitido exclusivamente pela picada de mosquitos infectados, não havendo transmissão direta de pessoa para pessoa
A Prefeitura de Cuiabá, por meio da Secretaria Municipal de Saúde (SMS), reforça o alerta à população sobre a importância da vacinação contra a febre amarela, uma doença infecciosa grave, causada por vírus e transmitida por mosquitos, que pode levar a complicações severas e até à morte.
A febre amarela é uma doença de notificação compulsória e possui dois ciclos de transmissão: silvestre, quando ocorre em áreas rurais e de floresta, e urbano. O vírus é transmitido exclusivamente pela picada de mosquitos infectados, não havendo transmissão direta de pessoa para pessoa.
Segundo o Ministério da Saúde, a febre amarela tem padrão sazonal, com maior ocorrência entre os meses de dezembro e maio, período em que as condições climáticas favorecem a circulação do vírus.
SINTOMAS – Os sintomas iniciais da febre amarela surgem de forma súbita e incluem:
* Febre alta;
* Calafrios;
* Dor de cabeça intensa;
* Dores nas costas e no corpo;
* Náuseas e vômitos;
* Fadiga e fraqueza.
Na maioria dos casos, a pessoa se recupera após esses sintomas iniciais. No entanto, cerca de 15% dos pacientes podem evoluir para formas graves da doença, com risco de complicações importantes.
Ao apresentar sintomas, a orientação é procurar imediatamente a unidade de saúde mais próxima e informar se houve viagem recente para áreas de risco, contato com regiões com registro de morte de macacos ou se já tomou a vacina contra a febre amarela.
Nos casos graves, a febre amarela pode causar insuficiência hepática (fígado), insuficiência renal (rins), hemorragias, icterícia (pele e olhos amarelados), choque e até óbito. Por isso, a vacinação é considerada a principal e mais eficaz forma de prevenção.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que os macacos não transmitem a febre amarela. Eles são considerados sentinelas da doença, ou seja, quando aparecem mortos, servem como alerta para indicar que o vírus pode estar circulando naquela região. Caso a população encontre macacos mortos, deve comunicar imediatamente a Vigilância em Saúde do município.
Quem deve se vacinar
A VACINA É INDICADA PARA:
* Todas as pessoas não vacinadas, independentemente da idade ou sexo, que residam ou circulem em áreas com recomendação da vacina;
* Pessoas que pretendem viajar para áreas de risco.
A ampliação da cobertura vacinal em todo o território nacional é fundamental para impedir a reintrodução da doença em áreas urbanas.
Atualmente, o esquema vacinal contra a febre amarela é composto por uma dose ao longo da vida para pessoas a partir de 9 meses de idade, conforme recomendação do Ministério da Saúde.
Em situações específicas, como viagens internacionais ou recomendações médicas, pode haver orientações diferenciadas, avaliadas caso a caso pelas equipes de saúde.
ONDE SE VACINAR em Cuiabá – Em Cuiabá, a vacinação contra a febre amarela é realizada nas Unidades de Saúde da Família (USFs). As unidades funcionam de segunda a sexta-feira, conforme o horário de cada local, e a aplicação da vacina ocorre às terças e quintas-feiras nas seguintes unidades:
* USF Bela Vista / Carumbé
* USF Jardim Imperial
* USF Residencial Coxipó I e II
* USF Cidade Verde
* USF Jardim Independência
* USF Quilombo
* USF Despraiado
* USF Alvorada
* USF Aguaçu
* USF Pico do Amor
* USF Campo Velho
* USF Nossa Senhora da Guia
* USF Rio dos Peixes
* Clínica da Família CPA I
* USF Ilza Terezinha Picolli
* USF CPA IV
* USF Paiaguás
* USF Pedra 90 I e II
* USF Nico Baracat
* USF São Gonçalo
* USF Tijucal
* USF São João Del Rey
* USF Parque Cuiabá
Ao todo, 23 unidades de saúde estão ofertando a vacinação em pontos estratégicos da capital.
A Secretaria Municipal de Saúde reforça que qualquer pessoa não vacinada deve procurar a Unidade de Saúde da Família mais próxima para verificar sua situação vacinal e se proteger contra a doença. (Alessandra Marques/Secom-Cbá)




